08h58 22 Janeiro 2019
Atualizada em 29/04/2021 às 11h21

Período de férias pede atenção redobrada para evitar afogamentos

Por Agência Minas

O verão, aliado às férias, requer cuidados para evitar acidentes, dentre eles, os afogamentos. Com o calor da estação, aumenta a procura por piscinas, praias, cachoeiras, rios e lagos. De acordo com o sargento Tiago Fernandes, do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, a ingestão de bebidas alcoólicas é um dos principais causadores de morte por afogamento em adultos. “As pessoas têm que evitar entrar na água depois que beberem, pois, o álcool pode tirar os reflexos e provocar um acidente”, explica.

O sargento explica ainda que saber nadar não é, por si só, uma condição para que um afogamento seja evitado. A recomendação do militar é que a pessoa sempre vá acompanhada e faça um prévio reconhecimento do local. “O ideal é que o indivíduo não se arrisque. Caso ele presencie uma pessoa se afogando, deve manter a calma e procurar lançar algum objeto como galhos, uma corda ou boia para que a pessoa se agarre nele e tenha condições de ser puxada para a margem”, conta.

A corporação já registrou diversas situações em que pessoas que tentam auxiliar outras sem o devido conhecimento e habilitação acabam tornando-se vítimas também.  Somente de janeiro a novembro de 2016, foram registrados 512 atendimentos realizados pelo Corpo de Bombeiros. Outro ponto de atenção deve ser com as crianças que devem estar o tempo todo sob a supervisão de um adulto. “Mesmo que o local pareça tranquilo, é indispensável a presença de um adulto que esteja em constante atenção pois um pequeno descuido pode resultar em uma fatalidade”, diz.

Nas casas e condomínios, devem ser adotadas medidas extras de segurança como grades em volta da piscina e também cobri-las para evitar as quedas de crianças, principalmente as menores. O uso de boias e coletes é recomendável, mas esses acessórios não garantem total segurança. “Os pais devem ficar alertas ainda para o uso de coletes adequados ao tamanho da criança. Uma prática comum é o uso improvisado de itens de segurança, como por exemplo, garrafas pet e colchões infláveis. Esses acessórios não garantem a segurança de ninguém”, avalia.

Além das operações desenvolvidas nos principais locais de grande concentração de banhistas no estado, o Corpo de Bombeiros também investe na informação para diminuir o número de afogamentos. Durante todo o verão, as redes sociais da corporação enfatizam os perigos e cuidados a serem adotados, além de guarnições distribuírem cartilhas para conscientizar esse público. “Aproveitamos também a internet para divulgar dicas, já que é uma mídia de fácil acesso e que abrange diversos tipos de público. A nossa maior aliada é a informação”, finaliza. Abaixo, confira algumas recomendações para evitar afogamentos:

Piscinas

As piscinas são grandes atrativos para crianças. Por isso, estes locais devem ser devidamente isolados com barreiras físicas como grades e muros, e guarnecidas com portões que se fecham automaticamente. Os ralos do sistema de bombeamento e filtragem devem ser seguros para evitar sucção de cabelos, por exemplo. Outra dica importante é não utilizar objetos de vidro nas imediações das piscinas.

Praias

É preciso ensinar as crianças o significado de toda a sinalização, como placas e bandeiras feitas pelo guarda-vidas ou bombeiro militar. Em locais desconhecidos, o ideal é consultar o guarda-vidas sobre o local, identificando assim as áreas mais seguras e adequadas para o banho.

Cachoeiras

Estes locais costumam ter muitas pedras soltas e a presença de limo (lodo), que deixa o local escorregadio e propício às quedas. Além disso, não é recomendado saltar em locais desconhecidos, pois, em caso de choque, há um grave risco de lesões na coluna vertebral, braços e pernas, que podem deixar sequelas gravíssimas.

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