Araxá/MG
17h42 28 Janeiro 2026

Síndico natural de Araxá/MG é preso acusado de matar corretora em Caldas Novas/GO; vítima é de Uberlândia/MG

Por Priscila Pedroso - TV KZ
PCGO - Divulgação
O suspeito é o síndico do prédio onde a vítima morava em Caldas Novas/GO.

Um síndico de condomínio, natural de Araxá/MG, de 49 anos, foi preso e confessou à Polícia Civil de Goiás (PCGO) que teria matado a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, natural de Uberlândia/MG. O crime ocorreu em Caldas Novas/GO, onde ambos moravam. Ela tinha planos de viajar para Uberlândia no período do Natal, mas acabou desaparecendo em Caldas Novas antes de conseguir realizar a viagem.

Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025 e o corpo foi localizado nesta quarta-feira (28) em uma área de mata do município, após o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da 19ª Delegacia Regional de Polícia, com apoio de uma força-tarefa que envolveu o Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID), a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), a Superintendência de Inteligência e a Divisão de Operações Aéreas.

De acordo com a apuração da PCGO, a corretora, que residia no condomínio, foi vista pela última vez ao se deslocar até o subsolo do prédio após uma interrupção anormal no fornecimento de energia elétrica em seu apartamento. Imagens do sistema de videomonitoramento mostraram que ela desceu de elevador até uma área sem cobertura de câmeras.

A investigação apontou que, em tese, a queda de energia teria sido provocada de forma intencional, com o objetivo de atrair a vítima para o local, onde teria ocorrido o crime. Também foram identificados conflitos anteriores entre a corretora e o síndico, com registros policiais entre as partes.

Durante as diligências, os policiais constataram inconsistências nas versões apresentadas, além de deslocamentos e rotas consideradas incompatíveis com os relatos iniciais. Com base no conjunto de provas técnicas e testemunhais, a Polícia Civil representou pelas prisões dos envolvidos.

Ao final do inquérito, os investigados devem ser indiciados suspeitos de homicídio qualificado.

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