São Gotardo/MG
13h03 03 Fevereiro 2026

Condenado por assalto em São Gotardo em 2007, marcado por PM morto e reféns, é preso quase duas décadas depois

A prisão reacende a memória de uma das ações criminosas mais violentas já registradas no interior de Minas Gerais, marcada por confronto armado, reféns e a morte de um policial militar.
Por Marcelo The Back - TV KZ
PMMG - Divulgação
Condenado por participação em um assalto a uma agência bancária em São Gotardo, preso quase duas décadas depois do crime.

Um homem condenado por participação no assalto ocorrido em São Gotardo/MG, em janeiro de 2007, foi preso quase 19 anos após o crime e cerca de 16 anos depois da condenação judicial. Trata-se de Walter Cante de Oliveira, localizado em Ribeirão das Neves/MG, Região Metropolitana de Belo Horizonte, após uma denúncia anônima indicar seu paradeiro.

O caso é lembrado como uma das ações criminosas mais ousadas já registradas no interior do estado, tanto pela estrutura do ataque quanto pela sequência de crimes praticados durante a fuga, que mobilizaram forças de segurança de várias regiões.

O assalto e a fuga

De acordo com registros históricos da imprensa, o grupo criminoso teria realizado um assalto a uma agência bancária em São Gotardo, levando cerca de R$ 800 mil. Após a ação, os envolvidos iniciaram uma fuga marcada por extrema violência.

Durante esse deslocamento, os suspeitos teriam destruído ou danificado 11 viaturas das forças de segurança, roubado sete veículos e mantido diversas pessoas reféns, incluindo civis, policiais e integrantes do Judiciário.

A dimensão da ação chamou atenção à época pelo grau de organização e pelo uso de armamento pesado, fazendo com que o episódio tivesse ampla repercussão.

O confronto e a morte de policial militar

Ainda durante a fuga, houve confronto com militares da Polícia Militar em atuação rodoviária. Uma viatura foi atingida por disparos e, durante a ação, o policial militar Wandek Costa da Silva foi baleado e morreu em decorrência dos ferimentos.

As reportagens da época não apontam, de forma individualizada, quem teria efetuado o disparo fatal, tratando o episódio como resultado da atuação conjunta do grupo criminoso. Nos processos judiciais, a responsabilização ocorreu de forma coletiva, considerando a participação na ação criminosa como um todo.

As prisões e investigações após o crime

Após o assalto, operações policiais foram deflagradas, resultando na prisão de alguns integrantes da quadrilha ainda nos meses seguintes ao crime. Parte dos envolvidos, no entanto, permaneceu sem localização por vários anos.

A condenação e a prisão tardia

A condenação de Walter Cante de Oliveira foi determinada pela Justiça em 2009, com pena de 97 anos de prisão, sendo a maior parte em regime fechado. Apesar da sentença, ele não havia sido localizado até recentemente.

A prisão só foi possível após informações anônimas levarem os policiais militares da 203ª Companhia do 40º Batalhão de Ribeirão das Neves até o endereço onde o condenado residia. A captura ocorreu sem registro de confronto.

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