A Spathodea campanulata, uma árvore bastante comum nas cidades brasileiras, tem gerado preocupações recentemente. Embora sua beleza seja amplamente reconhecida, suas características podem representar um risco à vida de abelhas nativas.
Em Santa Catarina, por exemplo, o plantio desta espécie é proibido por lei, com multas que podem chegar a R$ 1 mil por unidade. O governo local lançou até campanhas de sensibilização para informar a população sobre os danos que a planta pode causar.
Popularmente conhecida como espatódea ou tulipeira-do-gabão, essa árvore tem suas raízes nas regiões tropicais da África Ocidental. Sua instalação nas cidades brasileiras deve-se à exuberância de suas flores, que atraem a atenção em várias ruas do país.
Além de ornamentação, a Spathodea campanulata é reconhecida por suas propriedades medicinais, sendo utilizada também no controle de pragas. Entretanto, estudos indicam que o néctar e o pólen dessa planta podem afetar negativamente a sobrevivência de abelhas nativas.
Pesquisas indicam que o consumo de néctar e pólen da espatódea pode elevar a mortalidade das abelhas do gênero Melipona, conhecidas como abelhas sem ferrão. Componentes presentes na mucilagem e no pólen são considerados tóxicos e alteram o metabolismo desses insetos, resultando em padrões de mortalidade consistentes.
Como resposta a esses riscos, várias regiões do Brasil têm criado legislações para restringir o plantio da espatódea. A recomendação é evitar seu cultivo em áreas próximas a apiculturas e priorizar espécies nativas que não prejudiquem os polinizadores.