A decisão dos bancos que fazem parte do Sistema Financeiro Nacional foi anunciada nesta quinta-feira (5) pelo Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
De acordo com o FGC, o aporte extra se dará por meio da antecipação de contribuições ordinárias das instituições financeiras, o que corresponde a 60 meses de recolhimentos.
A razão por trás do aporte
Essa medida visa reforçar a solidez patrimonial do FGC e garantir a execução adequada de suas obrigações, respeitando a legislação e as normas internas.
Contexto do Banco Master
O aporte acontece em meio aos pagamentos relacionados ao colapso do Banco Master, onde o fundo já desembolsou R$ 38,4 bilhões em garantias para os credores, atendendo a aproximadamente 675 mil pessoas, ou 87% do total de beneficiários.
Desconto no compulsório
A decisão do FGC foi tomada após o Banco Central permitir o desconto dos valores antecipados no recolhimento compulsório, o que pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para os bancos durante o ano, sem impacto previsto na economia.
Plano de emergência
Em fevereiro, o FGC já havia aprovado um plano emergencial para conter o rombo do Banco Master, que inclui a antecipação de até sete anos de contribuições futuras divididas entre 2023 e 2028.