Saúde
12h50 06 Maio 2026
Atualizada em 06/05/2026 às 12h50

Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

A Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) estão prestes a formalizar um acordo de cooperação para intensificar a luta contra a venda ilegal de canetas emagrecedoras, que são medicamentos injetáveis compostos por substâncias como tirzepatida e semaglutida, com aplicação no tratamento da obesidade.

O diretor da Anvisa, Daniel Pereira, informou que essa parceria tem como propósito reforçar o combate a crimes e melhorar a proteção da saúde pública, especialmente em relação à produção, importação e distribuição não autorizada de medicamentos. As ações também visam coibir a venda de produtos sem registro e que não garantam a qualidade exigida, particularmente em plataformas digitais.

No entendimento de Pereira, este esforço é ainda mais urgente, considerando o aumento dos eventos adversos associados ao uso desses medicamentos, frequentemente sem supervisão médica. Durante a abertura da 7ª Reunião Pública da diretoria da Anvisa, ele ressaltou que a formalização desse acordo é fundamental para o fortalecimento das operações já existentes, como por exemplo a operação Heavy Pen, a qual resultou em 45 mandados de busca e apreensão e fiscalização em vários estados brasileiros no último mês.

Essas ações têm mostrado a gravidade do problema com a apreensão de grandes quantidades de substâncias que circulam sem autorização. A análise dos medicamentos apreendidos em futuras operações será integrada entre a PF e a Anvisa, o que permitirá uma avaliação minuciosa da composição das substâncias ilícitas.

“Para a autoridade sanitária, isso é vital para uma avaliação precisa do risco à saúde da população. Já para o Estado, os resultados fortalecerão inquéritos criminais que visam desmantelar redes de distribuição organizadas”, complementou o diretor da Anvisa.

Pereira frisou a importância da resposta articulada entre diferentes níveis de governo, destacando que a saúde pública exige trabalhos mais coordenados, entre a fiscalização rigorosa e a necessidade de garantir acesso a medicamentos seguros.

A saúde pública do século 21 demanda instituições fortes, éticas, técnicas e comprometidas com o bem social”, concluiu Pereira.

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