Economia
18h00 06 Março 2026
Atualizada em 06/03/2026 às 18h00

Conflito no Irã não deve afetar exportações da Petrobras, diz diretor

Por Redação TV KZ

O conflito gerado pelos EUA e Israel contra o Irã não deve impactar as exportações da Petrobras para a Índia, China e Coreia. Essas rotas não estão ameaçadas pela situação no Oriente Médio, segundo informações do diretor de Logística, Comercialização e Mercados da empresa, Claudio Romeo Schlosser, durante coletiva realizada no Rio de Janeiro.

“Não vejo risco à exportação de petróleo”, afirmou Schlosser. A importação de óleo para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), que é de aproximadamente 100 barris/dia a cada três meses, poderá ser feita através do Estreito de Ormuz, do Mar Vermelho ou de um porto no norte do Mar Mediterrâneo, o que garante a previsão “sem risco” também para essa operação.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, enfatizou a volatilidade do cenário atual, com a possibilidade do preço do petróleo variar entre US$ 180 e US$ 53 o barril. Aexecutiva destacou que a empresa deve ser resiliente diante de cenários variados e comparou a atual corrida às compras da população durante a pandemia de Covid-19, onde se esperava uma iminente escassez de produtos.

“É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, alertou.

Além disso, Magda reafirmou que não há justificativa econômica para a alta de preços, como, por exemplo, do botijão de gás de cozinha.

Resultados Financeiros

No que diz respeito ao lucro líquido de R$ 110,1 bilhões registrado em 2025, um crescimento de cerca de 200% em relação a 2024, Magda considerou o resultado “espetacular”. Aumento foi atribuído a uma gestão disciplinada de capital e à eficiência operacional da companhia.

Apesar da instabilidade do preço do petróleo Brent, que variou entre US$ 80 e US$ 59 o barril ao longo do ano, a Petrobras conseguiu superar suas metas. Um dos fatores para o aumento da produção de óleo e gás em 11% foi a entrada em operação da FPSO Almirante Tamandaré, com aumento da capacidade de produção de 225 para 270 mil barris/dia.

A primeira nova plataforma deve chegar ao Brasil em agosto, enquanto a segunda tem previsão de iniciar as operações no primeiro semestre de 2027.

“Nós vamos seguir acelerando as entregas, com muita parceria interna entre as equipes da Petrobras”, finalizou.

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