Economia
10h00 05 Março 2026
Atualizada em 05/03/2026 às 10h00

Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026

Por Redação TV KZ

A taxa de desocupação no Brasil alcançou 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, mantendo-se estável em comparação ao período anterior, de agosto a outubro de 2025, que também apresentou o mesmo percentual, o mais baixo desde que a série começou, em 2012. Quando comparado ao trimestre de novembro de 2024 a janeiro de 2025, que registrou 6,5%, houve uma redução de 1,1 ponto percentual (p.p.). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD), divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (5).

Desemprego e população ocupada

No Brasil, aproximadamente 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Este é o menor número registrado até hoje e permaneceu inalterado em relação ao trimestre anterior. No comparativo anual, ocorreu uma diminuição de 17,1%, correspondendo a 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.
A população ocupada atingiu 102,7 milhões, que é também uma marca histórica, sem mudanças em relação ao trimestre anterior e com um aumento de 1,7% no ano, ou seja, mais 1,7 milhão de pessoas. O nível de ocupação atingiu 58,7%, estável em comparação ao trimestre anterior (58,8%) e com um aumento de 0,5 p.p. em relação ao ano anterior (58,2%).

Rendimento

O rendimento real habitual para todos os trabalhos foi de R$ 3.652 no trimestre que terminou em janeiro de 2026. Esse valor reflete um crescimento de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano, sendo o mais elevado da série. A massa de rendimento também estabeleceu um novo recorde, somando R$ 370,3 bilhões. Este número representou um aumento de 2,9% em relação ao trimestre anterior, ou mais R$ 10,5 bilhões, e 7,3% em comparação ao ano anterior, totalizando um acréscimo de R$ 25,1 bilhões.
Adriana Beriguy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, afirmou que os resultados evidenciam uma estabilidade nos indicadores de ocupação.

“Embora a chegada de janeiro seja frequentemente associada à redução de trabalhadores, devido à dispensa de temporários, os efeitos positivos observados em novembro e dezembro diminuíram o impacto desse movimento sazonal”, completou em nota divulgada pelo IBGE.

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