O avanço dos conflitos no Oriente Médio provocou novas oscilações no mercado financeiro. O dólar caiu quase 1% e fechou a R$ 5,244, após ter superado os R$ 5,30 durante a manhã. A bolsa de valores enfrentou sua segunda queda consecutiva e registrou a pior semana desde 2022. O preço do petróleo, por sua vez, superou os US$ 90 o barril e acumulou alta de quase 30% desde o início da guerra.
A moeda americana apresentou uma grande volatilidade ao longo do dia, alcançando picos de R$ 5,31 logo após as 11h. Porém, investidores aproveitaram a alta para realizar vendas. Fatores como a desaceleração na economia dos Estados Unidos influenciaram para que a cotação revertesse a tendência de alta.
No mercado de ações, a tendência foi oposta. O índice Ibovespa encerrou em 179.365 pontos, com queda de 0,61%. Durante a semana, o índice acumulou uma perda de 4,99%, o que representa o pior desempenho semanal desde junho de 2022.
Os papéis da Petrobras, em contraste, tiveram uma valorização significativa, impulsionados pela elevação no preço do petróleo e pelo crescimento de quase 200% no lucro da estatal no ano anterior. As ações ordinárias subiram 4,12%, fechando a R$ 45,78, enquanto as preferenciais apresentaram uma alta de 3,49%, valendo R$ 42,11.
A alta do petróleo é reflexo da tensão no Estreito de Ormuz, onde cerca de 20% do petróleo mundial é transportado. O barril do tipo Brent avançou 8,52%, fechando a US$ 92,69, enquanto o WTI registrou uma alta de 12,2%, terminando o dia a US$ 90,90.
O fechamento de 92 mil postos de trabalho nos EUA em fevereiro também impactou o mercado. Embora afetado por condições climáticas adversas e uma greve, o dado superou as expectativas, levando os investidores a retirarem recursos de títulos do Tesouro americano, o que contribuiu para a queda do dólar globalmente.