Economia
12h10 13 Março 2026
Atualizada em 13/03/2026 às 12h10

EUA investigam 60 países por omissão no combate ao trabalho escravo

Por Redação TV KZ

O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) inicia investigação sobre a eficácia das medidas anti-trabalho forçado adotadas por 60 países, incluindo o Brasil. O objetivo é averiguar se essas ações são suficientes para impedir a exportação de produtos fabricados com trabalho forçado, evitando, assim, a concorrência desleal que prejudica empresas americanas. A informação foi divulgada por Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, em um comunicado oficial.

Segundo Greer, a investigação buscará determinar se os governos estão cumprindo suas obrigações de proibir importações de produtos que tenham sido produzidos em condições análogas à escravidão. A USTR aponta que as práticas de trabalho forçado podem gerar uma vantagem competitiva artificial para alguns produtores estrangeiros, impactando negativamente as empresas norte-americanas.

As investigações vão abranger nações como China, México e a maioria dos parceiros comerciais dos EUA, na tentativa de assegurar um comércio mais justo. Em solo latino-americano, Brasil e México são os principais alvos, assim como Argentina, Colômbia e outros países da região.

A USTR, vinculada diretamente ao presidente dos Estados Unidos, está utilizando leis de 1974 para dar início à investigação. Com base na Seção 301 da Lei de Comércio, a agência pode aplicar tarifas punitivas caso encontre irregularidades nas práticas comerciais dos países investigados.

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