O diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Herlon Brandão, ressaltou nesta quinta-feira, 5, em entrevista coletiva, que houve um nível elevado de exportações em janeiro deste ano, semelhante ao patamar recorde de janeiro de 2025. Nas exportações, comparado o mês de janeiro deste ano (US$ 25,15 bilhões) com janeiro do ano passado (US$ 25,4 bilhões), houve queda de 1,0%.
Do lado das importações, o técnico disse que o ano começou com queda de praticamente todas as origens, exceto Canadá e alguns países da América do Sul. Dos principais parceiros comerciais brasileiros, houve redução de 4,9% das compras de produtos chineses, de 11,5% nas importações de produtos da União Europeia, de 10,9% nas importações de produtos dos EUA e de 13,6% de produtos argentinos.
"Nas importações, começamos janeiro em um nível abaixo em relação a 2025, mas em linha com os anos anteriores (2024, 2023 e 2022)", pontuou. No total, as importações em janeiro de 2026 caíram 9,8% na comparação ao mesmo mês do ano passado (US$ 20,81 bilhões, ante US$ 23,06 bilhões).
Segundo Brandão, como se espera um crescimento menor da economia brasileira em 2026, há menor demanda por bens importados. "É esperado para este ano um desaquecimento da importação muito em função da questão conjuntural, do provável crescimento menor da demanda interna e da economia, derivado do movimento natural de taxa de juro elevada, que leva a menor atividade econômica", argumentou.
Ele ponderou ainda que, em janeiro, também houve influência de fatores sazonais, já que alguns insumos agrícolas apresentaram queda. "Então, depende um pouco do ritmo de importação de acordo com o ritmo de safra."