Economia
06h50 23 Fevereiro 2026
Atualizada em 23/02/2026 às 06h50

Tarifa global de 15% dos EUA é boa para o Brasil, diz Alckmin

Por Redação TV KZ

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou neste domingo (22) sobre a nova tarifa global de 15% anunciada pelos Estados Unidos. Ele destacou que essa nova taxa é comparada à situação anterior, onde as tarifas variavam de acordo com o país exportador.

“É negável, mesmo com 15% você ganha mais competitividade em tudo. Nós estávamos com 50% [de tarifas] em muitos produtos, enquanto os concorrentes tinham entre 10% e 15%. Agora, todos ficam em um nível mais equitativo, com alguns setores tendo até isenções.” Alckmin afirmou isso após participar de uma missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP).

Alckmin enfatizou a importância da isenção para a indústria aeronáutica brasileira, que se apoia no mercado externo para manutenção de escala e competitividade. Ele ressaltou ainda que, apesar do "tarifaço", o Brasil alcançou um recorde de exportações no último ano, com um valor total de US$ 348,7 bilhões, resultado de uma diversificação de mercados e ampliação de acordos comerciais.

O presidente mencionou as recentes negociações do Mercosul com países como Singapura e nações da Associação Europeia de Livre Comércio (Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça). Além disso, ressaltou a importância da agenda internacional do presidente Lula para consolidar parcerias estratégicas com os Estados Unidos e a Índia.

“As indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Exportação significa emprego e renda aqui dentro”, concluiu.

Na última semana, a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu considerar ilegais as tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump, percebendo que a criação de tarifas deve ser uma prerrogativa do Congresso, e não do Executivo. Essa decisão anulou parte significativa do "tarifaço", que havia elevado a alíquota global a 10% e estabelecido sobretaxas adicionais sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos.

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