Economia
16h40 05 Março 2026
Atualizada em 05/03/2026 às 16h40

Taxa de informalidade cai no mercado de trabalho, mostra IBGE

Por Redação TV KZ

A taxa de informalidade no mercado de trabalho brasileiro atingiu 37,5% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026. Este índice representa 38,5 milhões de trabalhadores informais e é o mais baixo desde julho de 2020. No trimestre anterior, a taxa era de 37,8%, e no mesmo período de 2024, 38,4%.

Esses dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Queda da informalidade

A coordenadora da Pnad Contínua, Adriana Beringuy, destacou que a informalidade vem diminuindo desde 2022, com um avanço maior a partir de 2023. Ela atribuiu essa queda à diminuição do número de empregos informais no setor privado e ao aumento do registro formal de trabalhadores autônomos.

No entanto, Adriana chamou a atenção para a queda da informalidade durante a pandemia, quando muitas pessoas deixaram de trabalhar. Para ela, o cenário atual reflete a melhor qualidade do emprego na série histórica do IBGE.

O índice mais baixo de informalidade foi registrado em junho de 2020, quando alcançou 36,6%. A coordenadora reforçou que a queda mais expressiva ocorreu entre os trabalhadores sem carteira de trabalho.

População ocupada e rendimentos

A população empregada no Brasil permanece estável, mas o setor informal registrou uma leve queda. A expectativa é que esta situação impacte positivamente os salários.

“Essa composição tem permitido a manutenção do rendimento do trabalhador em patamar elevado, com um salário médio de R$ 3.652”, afirmou Beringuy.

Na comparação anual, houve um aumento de 2,8% no rendimento real habitual das ocupações, e 5,4% em relação ao ano anterior.

Agregados do mercado de trabalho

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado permanece em 39,4 milhões, se mantendo estável em relação ao trimestre anterior e apresentando um crescimento de 2,1% ao ano.

Já o total de empregados sem carteira ficou em 13,4 milhões, enquanto os trabalhadores autônomos somaram 26,2 milhões, mostrando uma leve alta de 3,7% no ano.

Movimentação por setor

Entre os setores, houve crescimento em Informática, Comunicação e Atividades Financeiras, com +2,8% e +3,5% em outros serviços. Entretanto, a indústria teve uma queda de 2,3%, resultando em 305 mil pessoas a menos.

Sobre a Pnad Contínua

A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho no Brasil, abrangendo 211 mil domicílios em 3.500 municípios. Desde março de 2020, por conta da pandemia, a coleta de dados foi realizada via telefone, retornando ao formato presencial em julho de 2021.

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