A Vale informou que identificou um total de três medidas judiciais relacionadas aos extravasamentos registrados nas unidades operacionais de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas (MG). As ações buscam bloqueios patrimoniais.
Em relação ao extravasamento na unidade de Viga, o Ministério Público Federal entrou com pedido de bloqueio patrimonial de R$ 200 milhões, e o Estado de Minas Gerais, com o requerimento de bloqueio patrimonial de R$ 1 bilhão. Uma terceira medida partiu do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e do Estado de Minas Gerais, em relação aos extravasamentos na unidade de Fábrica, com o requerimento de bloqueio patrimonial de R$ 846 milhões.
De acordo com a Vale, os extravasamentos ocorridos nas unidades de Fábrica e Viga em janeiro de 2026 "não têm qualquer relação com as barragens da Vale na região, as quais permanecem com condições de segurança inalteradas e sob monitoramento contínuo, 24 horas por dia, 7 dias por semana".
"A companhia segue cooperando com as autoridades e apresentará suas manifestações dentro dos prazos legais. As causas dos eventos continuam sendo apuradas de forma técnica e estruturada, com transparência", informa em fato relevante arquivado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A Vale esclarece ainda que já iniciou os trabalhos para a remoção de sedimentos e que está trabalhando no desenvolvimento do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, conforme compromissos com autoridades.