O ingresso no ensino superior no Brasil teve um crescimento significativo entre 2023 e 2024. O total de matrículas atingiu 10,23 milhões, número que supera a população do estado de Pernambuco, que conta com 9,5 milhões de habitantes. O aumento registrado foi de 2,5%, superando a taxa de crescimento populacional em quase todos os estados, exceto Roraima, devido à imigração estrangeira.
Os dados foram apresentados na 16ª edição do Mapa do Ensino Superior, divulgado na quinta-feira (19) pelo Instituto Semesp, que é vinculado ao Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo. De cada dez alunos que ingressam em cursos superiores, oito são matriculados em instituições privadas. A diferença entre faculdades e centros universitários reside no fato de que as faculdades destinam-se a áreas específicas do conhecimento e exigem aprovação do Ministério da Educação para abertura de novos cursos.
Uma das principais mudanças observadas neste período foi que, pela primeira vez, o número de matrículas no ensino a distância (EAD) ultrapassou as do ensino presencial, atingindo 50,7% do total. A modalidade EAD cresceu 5,6%, embora o ritmo tenha diminuído em comparação aos anos da pandemia de covid-19.
Evasão no ensino superior é alarmante. De acordo com o Instituto Semesp, um em cada quatro alunos do ensino superior público abandona seus cursos em 2024. No setor privado, essa taxa é ainda mais alarmante, com dois em cada cinco alunos desistindo. As áreas mais procuradas em EAD na rede privada incluem Pedagogia, Enfermagem e Administração. Já na rede pública, as demandas são voltadas para Educação Física, Matemática e Letras, todos no formato de licenciatura. Nos cursos presenciais, Direito, Enfermagem e Psicologia estão entre os mais buscados na rede privada, enquanto na pública, a procura recai sobre Pedagogia, História e Letras.