Educação
15h30 09 Abril 2026
Atualizada em 09/04/2026 às 15h30

Universidade do Mar se torna realidade no Rio de Janeiro

Por Redação TV KZ

Na próxima sexta-feira (17), o Movimento Baía Viva, em parceria com o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Nides/UFRJ) e a Petrobras, apresentará as iniciativas do novo Centro de Formação em Economia do Mar Baía de Guanabara. O centro terá sede no Hangar Náutico da UFRJ, localizado na Ilha do Fundão.

O objetivo principal do centro é capacitar moradores das áreas circunvizinhas à Baía de Guanabara, bem como das cidades de Itaboraí, Magé, Maricá, São Gonçalo, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias e Guapimirim.

Projeto de Formação

Desde sua criação em 1984, o Movimento Baía Viva se dedica à realização do sonho de uma Universidade do Mar no Brasil. O novo centro funcionará como um espaço público voltado para a capacitação de indivíduos provenientes de grupos sociais em situações de vulnerabilidade socioeconômica e socioambiental, incluindo pescadores, povos indígenas e comunidades quilombolas. As áreas de foco incluem Economia Solidária, Economia do Mar e Sustentabilidade.

Sérgio Ricardo Lima, ecologista e co-fundador do Movimento Baía Viva, destaca que a mobilização pela Universidade do Mar ganhou força a partir de 2018, resultando em 104 cartas de apoio de diversas reitorias do Rio de Janeiro. Entre as instituições que apoiaram estão a UFRJ, a Universidade Federal Fluminense (UFF), e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além de pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento.

Infraestrutura do Centro

O projeto para o Centro de Formação em Economia do Mar contempla a execução de obras no Hangar Náutico da UFRJ durante o primeiro semestre. A previsão é que, até 2028, serão oferecidos cursos e oficinas de extensão e formação voltadas para inovação social e tecnológica.

O hangar terá capacidade para acomodar até 30 alunos provenientes de outros municípios ou estados, e contará com refeitório, cozinha e várias salas de aula. No total, espera-se a capacidade de atender 120 alunos por turno.

Entre os cursos oferecidos estão a formação de Aprendiz da Carpintaria Naval Artesanal, que visa capacitar pescadores e pescadoras para a construção e reforma de embarcações, uma prática tradicional atualmente dominada por poucos mestres carpinteiros.

Mapeamento Comunitário

O coordenador do centro explica que professores e pesquisadores realizarão um diagnóstico das sete cidades atendidas pelo projeto, utilizando um método de mapeamento participativo. Serão analisadas as políticas públicas relativas à economia do mar, bioeconomia e iniciativas da sociedade civil.

Além disso, oficinas de formação sobre Agroecologia e Sistemas Agroalimentares também estão previstas para promover segurança alimentar e renda nas comunidades tradicionais. O foco será em capacitar pescadores, artesãos e empreendedores da região da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim e da Estação Ecológica da Guanabara.

Informações sobre os cursos e oficinas podem ser acessadas no site do Centro de Formação em Economia do Mar Baía de Guanabara.

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