O advogado que representa a família de Gisele Alves Santana, soldado da Polícia Militar, encontrou-se com a imprensa nesta segunda-feira (16) para apresentar denúncias contra o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ex-companheiro de Gisele. Ela foi encontrada morta em 18 de fevereiro com um tiro na cabeça, em circunstâncias que inicialmente foram classificadas como suicídio, mas agora são investigadas como morte suspeita.
Segundo a defesa, as denúncias revelam um histórico de assédio moral e perseguições feitas pelo tenente-coronel.
A defesa trouxe à tona um boletim de ocorrência de 2009, registrado por uma ex-esposa de Geraldo, onde ela relatou ameaças e comportamentos agressivos do militar. O relato destaca que ele fazia vigilância sobre a vítima, impedindo seus relacionamentos e, em algumas ocasiões, chegou a ameaçá-la de morte.
Ainda na coletiva, foi apresentada uma denúncia de uma policial subordinada ao tenente-coronel, acusando-o de assédio moral. Neste caso, houve uma condenação, onde o Estado foi responsabilizado a pagar R$ 5 mil por danos morais.
“Ele possui uma condenação relacionada a uma policial que sofreu acusações infundadas e perseguições. O Estado, que responde pelas ações de seus servidores, foi condenado a pagar o valor citado, que está em execução”, afirmou o advogado.
O tenente-coronel estava presente no local da morte de Gisele, acionou os serviços de emergência e inicialmente chamou o caso de suicídio. No entanto, a ocorrência foi posteriormente reclassificada como morte suspeita.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou que a investigação está sendo conduzida como morte suspeita, com possibilidade de mudança na tipificação conforme o andamento das apurações. A Polícia Civil já colheu depoimentos e aguarda laudos que ajudem nas investigações, que estão sob sigilo e acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar.