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07h50 17 Março 2026
Atualizada em 17/03/2026 às 07h50

Entidades repudiam morte de médica por PMs no Rio

Por Redação TV KZ

Instituições condenam a morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, em Rio de Janeiro, durante uma abordagem policial em Cascadura, zona norte da cidade, na noite de domingo (15). Andréa atuava como ginecologista e cirurgiã, com especialização em endometriose, e tinha uma carreira de quase 20 anos dedicada ao atendimento no Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O Ministério da Saúde expressou pesar pela perda, reforçando a importância de sua contribuição ao Sistema Único de Saúde (SUS) e destacando sua atuação no Hospital do Câncer IV, voltado para cuidados paliativos.

O Conselho Regional de Medicina (Cremerj) também manifestou indignação e exigiu uma investigação rigorosa sobre o caso. A associação ressaltou a necessidade de apuração detalhada, citando a crescente insegurança enfrentada por profissionais da saúde e cidadãos.

De acordo com informações da Polícia Militar do Rio, os policiais confundiram o carro da médica com um veículo de criminosos envolvidos em assaltos na região. A Secretaria de Segurança Pública determinou a criação de um procedimento para investigar o incidente, e os policiais envolvidos foram afastados de suas funções. A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) está encarregada das investigações.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também se pronunciou nas redes sociais, questionando a persistência da violência e a ausência de políticas eficazes de segurança pública. "Até quando teremos essas perdas?".

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