Um relatório da organização Repórteres sem Fronteira (RSF) aponta que o combate à desinformação e a promoção da educação midiática são fundamentais para assegurar a integridade do jornalismo nos próximos dez anos.
O documento, lançado em um dia que homenageia a profissão no Brasil, apresenta quatro cenários hipotéticos sobre o futuro do jornalismo no país e seis estratégias para garantir um jornalismo íntegro e de confiança.
Os Cenários
Os quatro cenários elaborados pelo Laboratório de Estudos sobre Organização da Pesquisa e da Inovação (Lab-GEOPI) da Unicamp incluem:
Sérgio Lüdtke, coordenador da Abraji, destaca que o futuro deve mesclar elementos desses cenários.
Estratégias Propostas
As estratégias sugeridas incluem:
Desafios Atuais
Segundo o relatório, a falta de clareza entre notícia, opinião, desinformação e propaganda, em um contexto político polarizado, representa um desafio significativo para a comunicação. Isso é exacerbado pelo consumo de conteúdo filtrado por algoritmos.
Artur Romeu, diretor da RSF para a América Latina, enfatiza que o método jornalístico é essencial para o debate público e a qualidade democrática.
Impacto das Plataformas Digitais
Samira de Castro, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, acredita que o futuro do jornalismo está intimamente ligado às plataformas digitais, que controlam a produção noticiosa.
A dependência dos jornalistas das regras impostas por essas empresas pode resultar na desvalorização da profissão.
Riscos Adicionais
Além do domínio digital, o relatório aponta riscos como a polarização política, a concentração de mídia, o baixo letramento midiático e a precarização nas redações.
Conclusão
A RSF apela por um papel mais ativo do Estado na regulação das plataformas e na promoção de um jornalismo plural e confiável. O relatório ressalta a importância da colaboração com universidades para aprimorar a formação de jornalistas e promover a educação midiática eficaz.