Entidades de imprensa pedem proteção a jornalistas após agressões em Brasília. Profissionais da comunicação estão em alerta após receber ameaças e ofensas durante a cobertura do estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, internado em um hospital particular na capital federal. A situação começou após a divulgação de um vídeo por uma influenciadora digital bolsonarista, que acusou jornalistas presentes no local de desejarem mal ao ex-presidente.
A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) manifestaram seu repúdio e cobraram medidas de proteção. Em nota, a Abraji destacou que as agressões experimentadas por jornalistas incluem ataques presenciais e ameaças virtuais, aumentando a urgência da proteção para esses profissionais.
A divulgação do vídeo, que foi compartilhada por figuras públicas, foi considerada irresponsável pela Abraji, que informou que alguns jornalistas foram reconhecidos na rua e alvo de hostilidade. Além disso, conteúdo manipulado e intimidações à família dos jornalistas vêm sendo usados como forma de assédio.
Em resposta à situação, a Fenaj e o SJPDF solicitaram um reforço da Polícia Militar na frente do hospital para garantir a segurança dos jornalistas e garantir que a cobertura jornalística não seja prejudicada. As entidades enfatizaram que a liberdade de imprensa é crucial para a democracia e não deve ser sujeitada a coação.
Estado de saúde de Bolsonaro: O ex-presidente Jair Bolsonaro encontra-se internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, onde está tratando de uma broncopneumonia bacteriana. De acordo com informações médicas, seu estado é considerado estável, mas houve necessidade de ajuste na medicação devido à elevação de marcadores inflamatórios.
Ainda não há previsão de alta para Bolsonaro, que está cumprindo pena e deve retornar ao Complexo Penitenciário da Papuda após a recuperação.