O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral norte-americano nesta segunda-feira ao publicar na Truth Social que "eleições fraudadas são comuns nos EUA" e que o pleito presidencial de 2020, em que perdeu para Joe Biden, teria sido "o maior de todos" neste quesito. Na mesma publicação, Trump defendeu de forma direta a adoção de identificação obrigatória de eleitores. "Exigimos identificação do eleitor", escreveu, em letras maiúsculas.
A declaração retoma um tema recorrente no discurso do republicano. No início do ano, Trump já havia pressionado parlamentares de seu partido a avançar com uma legislação nacional sobre o tema, ao discursar para deputados republicanos em Washington. Na ocasião, ele disse que os congressistas deveriam "insistir nisso", reforçando que se trataria de uma condição essencial para a segurança das eleições.
No mesmo discurso, Trump promoveu o chamado "SAVE Act", um projeto aprovado pela Câmara em 2025, mas que acabou travando no Senado. A proposta prevê a exigência de comprovação de cidadania para votar em eleições federais. As falas receberam apoio público de aliados republicanos.
A ofensiva ocorre apesar de um revés judicial sofrido pelo governo no ano passado. Em outubro de 2025, uma juíza federal decidiu que Trump não poderia impor a exigência de prova documental de cidadania no formulário federal de registro de eleitores. Na decisão, a magistrada afirmou que o presidente "não tem autoridade" para determinar mudanças desse tipo, ressaltando que a Constituição atribui aos Estados e ao Congresso a responsabilidade por regular eleições federais.
Nos EUA, as regras de votação variam por Estado: alguns exigem documento com foto, outros aceitam identificação sem foto e há locais em que o eleitor pode votar apenas declarando seu nome e assinando o registro.