Saúde
18h10 12 Abril 2026
Atualizada em 12/04/2026 às 18h10

Câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

Após o recente diagnóstico de neoplasia cervical do narrador esportivo Luis Roberto, a questão do câncer de cabeça e pescoço se tornou uma pauta de preocupação e reflexão.

Neoplasia é o termo médico que se refere ao crescimento anormal de células que não seguem os ciclos normais de morte celular. Quando ocorre na região cervical, pode resultar em tumores que variam entre benignos e malignos, afetando estruturas como a laringe, faringe ou tireoide.

Câncer de Cabeça e Pescoço no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, este tipo de câncer é o terceiro mais comum no país, com uma maior incidência em homens.

Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) revelam que 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, comprometendo as chances de tratamento bem-sucedido. Os locais mais afetados incluem a hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe.

O médico Thiago Bueno, vice-líder do Centro de Referência em Tumores de Cabeça e Pescoço do A.C. Camargo Cancer Center, explica que enquanto uma verruga é um crescimento celular benigno que não se espalha, os cânceres malignos invadem tecidos vizinhos e se disseminam para os linfonodos do pescoço.

Causas e Sintomas

Os principais fatores de risco incluem o consumo elevado de álcool, uso de tabaco, infecção por HPV e histórico genético. Sintomas como dor, sensação de corpo estranho, dificuldades para engolir, cansaço excessivo, febre persistente e feridas que não cicatrizam são sinais de alerta que exigem uma consulta médica imediata.

A falta de exames de detecção precoce para esses tumores, diferentemente do que ocorre para câncer de mama e próstata, torna a conscientização ainda mais crucial. Edificado sobre tal realidade, o médico recomenda atenção a quaisquer nódulos ou lesões persistentes na boca ou pescoço.

Diagnóstico e Tratamento

A detecção da doença é feita através de exames de imagem, como tomografias e ressonâncias magnéticas, frequentemente seguidos de biópsias. O tratamento é multidisciplinar, podendo incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do estágio da doença.

Embora as chances de cura sejam significativas em muitos casos, as abordagens terapêuticas são individualizadas, visando proporcionar os melhores resultados e minimizar efeitos colaterais. Atualmente, os tratamentos são modernos e suas sequelas são geralmente leves, mantendo a qualidade de vida do paciente.

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