O estado de Goiás anunciou, nesta semana, a declaração de emergência em saúde pública devido ao crescimento da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Segundo dados divulgados até este domingo (19), cerca de 42% das ocorrências estão associadas a bebês com até dois anos.
O painel de monitoramento revelou que, nesta faixa etária, foram identificados 1.139 casos entre os 2.671 registrados. Ademais, pessoas acima de 60 anos também se distinguem como grupo de risco, contabilizando 482 casos, representando 18% do total.
Até o momento, 115 mortes foram registradas em decorrência da SRAG. A emergência foi oficialmente decretada na quinta-feira (16), quando o total de casos atingiu 2.560. A medida, que tem duração prevista de 180 dias, visa implementar um centro de operações para o acompanhamento da situação.
Relatórios indicam que 148 casos estão ligados ao vírus da Influenza e 1.080 a outros vírus. O governo local está tomando providências, incluindo a aquisição de insumos fundamentais e a contratação de serviços essenciais sem necessidade de licitação.
O Distrito Federal, vizinho a Goiás, também está acompanhando a situação. A Secretaria de Saúde local informou que a variante K do Influenza é atualmente predominante na América do Sul. Contudo, ressaltou que não existem evidências de agravamento dos casos ou perda de eficácia nas vacinas disponíveis.
Até o momento, foram registrados 67 casos de SRAG relacionados à influenza, incluindo um óbito.
O Ministério da Saúde mantém uma campanha nacional de vacinação contra a influenza, priorizando grupos vulneráveis como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes. A vacina contra a covid-19 também é recomendada para bebês aos 6 meses de idade, com reforços periódicos para os grupos mais suscetíveis.