Saúde
11h10 05 Maio 2026
Atualizada em 05/05/2026 às 11h10

Vigilância do câncer relacionado ao trabalho ganha novas diretrizes

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, apresentou, nesta terça-feira (5), as Diretrizes para a Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, versão 2026. O lançamento ocorreu durante o Seminário Nacional sobre Experiências Bem-sucedidas na Estruturação da Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho no Brasil, realizado na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

As novas diretrizes atualizam a versão de 2012 e refletem os avanços científicos mais recentes, além de oferecer suporte ampliado aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) na identificação e monitoramento de fatores de risco no ambiente de trabalho.

A responsável pela Área Técnica Ambiente, Trabalho e Câncer do Inca (Atatc), Ubirani Otero, destacou que cerca de 50 tipos de câncer estão agora relacionados à ocupação, incluindo os cânceres de mama, próstata, entre outros considerados anteriormente.

Objetivos e Práticas da Nova Versão

O novo manual visa garantir que os profissionais de saúde possam identificar os tipos de câncer relacionados ao trabalho, por meio do histórico ocupacional dos trabalhadores. A versão atualizada é mais concisa que a anterior, que contava com 10 capítulos, agora reduzida para 8, incluindo exemplos práticos.

Ubirani Otero frisou que a identificação correta de cânceres associados a certas ocupações permite a implementação de medidas preventivas. “O reconhecimento de um tipo de câncer em uma região pode levar a uma investigação das condições de trabalho que provocaram tais adoecimentos”, afirmou.

As novas diretrizes ajudam também no desenvolvimento de políticas públicas de saúde voltadas à prevenção do câncer relacionado ao trabalho, um problema que pode ser totalmente evitado por meio de ações adequadas.

Acompanhamento e Monitoramento

Através das notificações e do monitoramento dos casos, os profissionais de saúde podem identificar as atividades que levam ao adoecimento e, dessa forma, atuar preventivamente. “Esse é o nosso objetivo: capacitar os profissionais a identificar indústrias e ocupações que contribuam para o desenvolvimento do câncer e implementar medidas eficazes de prevenção”, finalizou Ubirani.

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