O Cruzeiro venceu o Atlético-MG por 1 a 0 neste domingo (8), no Mineirão, em Belo Horizonte/MG, e conquistou o Campeonato Mineiro de 2026. A Raposa não vencia o torneio desde 2019. O clássico teve gol de Kaio Jorge no segundo tempo e terminou sob clima tenso, com registros de violência antes da bola rolar e uma briga generalizada nos minutos finais da partida.
Com o resultado, o Cruzeiro voltou a levantar a taça estadual após sete anos e chegou ao seu 39º título mineiro. Além disso, a equipe celeste impediu o heptacampeonato consecutivo do rival.
Depois de um primeiro tempo truncado e com poucas oportunidades claras, o Cruzeiro conseguiu abrir o placar aos 15 minutos do segundo tempo. Após jogada pela esquerda, a bola foi alçada na área e Kaio Jorge apareceu para marcar o gol que garantiu o título celeste.
A equipe comandada por Tite teve mais controle da partida em boa parte do jogo e conseguiu neutralizar as investidas ofensivas do Atlético. Já o time treinado por Eduardo Domínguez encontrou dificuldades para criar chances mais perigosas e pouco exigiu o goleiro Cássio.
Horas antes do clássico, torcedores de Cruzeiro e Atlético se envolveram em uma confusão na região do Barreiro, em Belo Horizonte/MG. Segundo relatos divulgados pela imprensa da capital, houve arremesso de pedras, uso de rojões e pedaços de madeira durante o confronto.
A Polícia Militar de Minas Gerais acompanhou a movimentação e atuou para conter a situação antes da partida.
Nos minutos finais, o clássico também terminou em confusão generalizada no gramado do Mineirão. O tumulto começou após um desentendimento entre Christian, do Cruzeiro, e Everson, do Atlético.
A discussão se espalhou rapidamente, com participação de jogadores, reservas e integrantes das comissões técnicas. O clima ficou ainda mais tenso, e a polícia precisou entrar no campo para ajudar a conter os ânimos.
Mesmo em meio ao tumulto, a arbitragem encerrou a partida e confirmou a conquista do Cruzeiro em um Mineirão com torcida dividida, algo que voltou a ocorrer em uma decisão entre os dois clubes.
Na análise técnica, a final foi marcada mais pela tensão do que pelo brilho ofensivo. Ainda assim, o Cruzeiro soube aproveitar a principal oportunidade que teve, foi mais seguro defensivamente e transformou a vitória em título diante do maior rival.