O Irã ameaçou romper o cessar-fogo anunciado nesta quarta-feira (8) caso Israel mantenha ataques no Líbano, ampliando a instabilidade no Oriente Médio. A reação iraniana ocorreu em meio a divergências sobre o alcance da trégua, anunciada após articulações diplomáticas envolvendo Estados Unidos, israelenses e iranianos.
De acordo com publicação do g1, a ameaça foi feita depois que autoridades israelenses sustentaram que o acordo não inclui ações militares contra o Hezbollah em território libanês. Já interlocutores ligados à mediação internacional defenderam que o entendimento também deveria abranger o Líbano, o que abriu nova disputa sobre os termos da trégua.
Horas após o anúncio do cessar-fogo, Israel realizou novos bombardeios em Beirute e em outras áreas do Líbano. Segundo a Associated Press, os ataques atingiram regiões densamente povoadas, com registro de mortos e feridos, aumentando a pressão sobre o acordo recém-divulgado.
Ainda conforme a apuração internacional, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu apoiou a pausa temporária nas ações contra o Irã, mas deixou claro que pretende manter a ofensiva contra alvos ligados ao Hezbollah no Líbano. Do lado iraniano, a sinalização foi de que a continuidade desses ataques poderá inviabilizar a manutenção da trégua.
O cenário segue instável nesta quarta-feira (8), com dúvidas sobre a duração real do cessar-fogo e sobre a possibilidade de ampliação do confronto na região. Mesmo com o anúncio da trégua, os ataques em território libanês indicam que a redução das tensões ainda está longe de se consolidar.