As recentes normas para a circulação de equipamentos elétricos de micromobilidade, como ciclomotores e veículos autopropelidos, no Rio de Janeiro geraram discussões entre especialistas em engenharia viária, planejamento urbano e usuários. As regras foram estabelecidas uma semana após o trágico atropelamento de uma mãe e seu filho em uma bicicleta elétrica, ocorrido na Tijuca.
A nova regulamentação inclui medidas importantes:
Essas regras têm o intuito de aumentar a segurança viária e regular a convivência entre diferentes modos de transporte. No entanto, especialistas alertam que a implementação da normativa requer um planejamento cuidadoso e uma infraestrutura adequada para evitar novos conflitos no trânsito.
O professor Victor Hugo Souza de Abreu, da UFRJ, destaca que a norma promove um avanço na organização do trânsito, mas ressalta que sua eficácia dependerá da capacidade de identificação e fiscalização dos novos veículos. Embora a regulamentação seja positiva, a exigência de habilitação pode ser problemática para muitos usuários que utilizam esses meios de transporte como uma alternativa acessível.
O especialista em engenharia de transportes, Erivelton Pires Guedes, do Ipea, também considera necessária uma abordagem integrada entre diversas esferas governamentais para abordar a questão da segurança viária, destacando a importância de ações diretas, como a redução da velocidade nas vias.
Com a implementação dessas novas regras, as autoridades do Rio de Janeiro buscam garantir uma convivência mais segura entre os diferentes modos de transporte, sem deixar de lado os desafios a serem enfrentados.