Agronegócios
11h50 29 Abril 2025
Atualizada em 29/04/2025 às 11h50

Soja brasileira amplia ‘protagonismo’ após tarifas de Trump; exportações à China crescem quase 50% em um ano

Por Redação TV KZ

As tensões entre Estados Unidos e China no setor agrícola, intensificadas pelas tarifas impostas durante o governo de Donald Trump, têm resultado em significativas mudanças no agronegócio americano, enquanto o Brasil se destaca cada vez mais nesse cenário. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), as exportações de soja dos EUA caíram 50% e as de carne suína, 72%, na primeira quinzena de abril.

Em contraste, o Brasil consolidou sua presença no mercado chinês, com cerca de 40 navios carregados de soja desembarcando no porto de Zhoushan durante o mês de abril, um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme a consultoria Safras & Mercado. O terminal Laotangshan está projetado para descarregar cerca de 700 mil toneladas de soja, representando uma alta de 32% em comparação ao ano anterior.

As tarifas impostas pela China em produtos agrícolas dos EUA, que variam de 10% a 15%, têm beneficiado países como Brasil, Argentina e Austrália, que se tornam alternativas mais viáveis para o mercado chinês. A China, por sua vez, tem fortalecido suas parcerias estratégicas com o Brasil, que atualmente se estabelece como o principal fornecedor agrícola, à medida que a participação americana nas importações de soja do país caiu de 40% em 2016 para apenas 18% em 2024.

Entre 11 e 17 de abril, a China adquiriu apenas 1.800 toneladas de soja dos EUA, em contrapartida às 72.800 toneladas da semana anterior, evidenciando uma mudança substancial no comércio agrícola internacional.

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