Economia
11h50 20 Março 2026
Atualizada em 20/03/2026 às 11h50

“Negociamos com os caminhoneiros”, diz Boulos sobre greve da categoria

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

Em assembleia realizada na noite da última quinta-feira (19), as lideranças do setor de caminhoneiros decidiram não deflagrar uma greve nacional devido ao aumento no preço do litro do diesel. Os representantes da categoria vão analisar a situação e se reunirão novamente na próxima semana, no dia 26, para decidir sobre a possível paralisação em todo o país.

Nos últimos três semanas, o diesel, combustível utilizado pelos motoristas de caminhão, teve um aumento superior a 20%, consequência da guerra no Oriente Médio, que elevou o valor do barril de petróleo.

No próximo encontro, marcado para o dia 25, os líderes da categoria se reunirão com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, para discutir as questões em pauta.

Durante sua participação no Programa Alô Alô Brasil, apresentado por José Luiz Datena, na manhã desta sexta-feira (20), Boulos comentou sobre a ameaça de greve:

“Estamos negociando de maneira muito insistente e respeitosa com os caminhoneiros do Brasil. Ontem houve assembleia no Porto de Santos. Temos conversado há vários dias com esses caminhoneiros, destacando que uma paralisação neste momento não ajudaria a resolver o problema. Assim, eles optaram por dar um voto de confiança.”

Boulos também ressaltou que o presidente Luís Inácio Lula da Silva editou a MP 1.343/2026, que intensifica a fiscalização sobre o pagamento do piso do frete dos caminhoneiros, medida que contribuiu para avançar nas negociações com a categoria.

De acordo com o ministro, o aumento do preço do diesel está relacionado à especulação. “Há uma especulação por parte de algumas distribuidoras e postos de gasolina, pois até agora, o valor do litro do diesel não havia sido alterado. O recente aumento da Petrobras se equilibrou ao zerar o Pis e Cofins, ficando no zero a zero”.

Boulos ainda ressalta que a elevação de preço é uma prática das distribuidoras. “É importante mencionar: a Ipiranga, Raíssa e Fibra são as três grandes distribuidoras que estão especulando sobre a desgraça do povo”.

O governo federal continua negociando com os governadores para que também suspendam a cobrança do ICMS – imposto estadual – visando estabilizar o preço do diesel. “Lula zerou o PIS e Cofins sobre o óleo diesel e sobre o petróleo. Contudo, os governadores Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Romeu Zema se negam a zerar o ICMS.”

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