O ouro fechou em leve queda nesta quinta-feira, 19, em meio a novas falas do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível ataque ao Irã, repercussões da ata hawkish da quarta-feira, 18, do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e liquidez reduzida na Ásia devido ao Ano-Novo Lunar.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,24%, a US$ 4.997,40 por onça-troy.
Já a prata para março teve alta marginal de 0,05%, a US$ 77,63 por onça-troy.
Os metais preciosos operaram voláteis nesta quinta, ponderando o recrudescimento de tensões geopolíticas e incertezas sobre a economia global, na véspera de dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) e índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos EUA. Sinais da inflação podem fortalecer ou minar as expectativas de cortes nas taxas de juros nos EUA.
Trump afirmou nesta quinta-feira, na primeira reunião do Conselho de Paz, que "boas conversas estão acontecendo com o Irã", mas elevou o tom ao advertir que é preciso "um acordo significativo, ou então coisas ruins acontecerão". Segundo ele, Washington poderá "ir um passo além" caso não haja avanços.
Teerã deve apresentar uma proposta por escrito sobre como evitar seu impasse com os EUA após as conversas desta semana, de acordo com a Reuters, mas os principais conselheiros de segurança nacional foram informados de que todas as forças americanas destacadas para a região devem estar em posição até meados de março.
"Os compradores aproveitaram a queda de preço antes da divulgação das atas da reunião do Fed", dizem os analistas da ANZ Research, acrescentando que as posições especulativas estão enxutas, e novas posições compradas podem retornar, pois os fatores estruturais ainda estão em vigor.
Na manhã desta quinta, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que a inflação está em queda e as pressões sobre os preços devem arrefecer. "O mercado de trabalho tem se mantido bastante resiliente, e, embora mais suave, segue entre razoavelmente bom a muito bom", pontuou.
*Com informações da Dow Jones Newswires