Alfabetização no Brasil avançou em 66% em 2022. De acordo com especialistas, a informação de que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta no último ano representa uma conquista significativa. No entanto, esse resultado também traz à tona desafios a serem enfrentados. Gabriel Correa, diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, destaca que o cumprimento e a superação da meta de alfabetização até 2025 são avanços que devem ser celebrados e indicam uma trajetória positiva nos últimos três anos.
Correa afirma que o êxito é fruto da priorização política e da colaboração entre União, estados e municípios, o que repercute na aprendizagem das crianças. Para Felipe Proto, vice-presidente de educação da Fundação Lemann, este é um marco que se deve a um compromisso coletivo que envolve diversos níveis de governo. Proto também menciona o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada como um facilitador de resultados promissores na educação.
Outro ponto importante é a preocupação com as desigualdades na alfabetização. Gabriel Correa ressalta que a alfabetização adequada é essencial para o sucesso escolar. Ele alerta que as crianças que ainda não dominam a leitura e a escrita até o 2º ano do ensino fundamental, representando 34% do total, correm o risco de não conseguirem acompanhar o currículo escolar. Isso demanda esforços adicionais para garantir que nenhum aluno seja deixado para trás. Além disso, o pesquisador aponta que o resultado geral pode mascarar desigualdades relevantes entre estados e municípios, e que a abertura dos dados será crucial para entender essas disparidades.
Proto reitera a importância de manter o foco e acelerar as ações necessárias para que todos os alunos estejam lendo e escrevendo até o final do 2º ano do Ensino Fundamental, tornando essa transformação uma realidade para o Brasil.