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16h10 13 Março 2026
Atualizada em 13/03/2026 às 16h10

Polícia indicia enfermeiros acusados de matar pacientes no DF

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu as investigações sobre a morte de três pacientes em um hospital privado em Taguatinga/DF, ocorrida em 2025, e indiciou os técnicos de enfermagem envolvidos por suspeita de homicídio.

Com base nas evidências, os investigadores da Coordenação de Repressão a Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP) identificaram que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, 24 anos; Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos, teriam assassinado pelo menos três pacientes do Hospital Anchieta entre 19 de novembro e 1º de dezembro do ano passado.

Araújo foi indiciado por três homicídios triplamente qualificados, utilizando veneno, traição/meio insidioso e dissimulação, dificultando a defesa das vítimas. Além disso, ele enfrenta acusações de falsificação de documento particular e uso de documento falso.

Marcela também foi indiciada pelos homicídios. Se condenados, Araújo e ela podem enfrentar penas de até 90 anos de prisão. Amanda responde por dois homicídios, podendo ser sentenciada a até 60 anos de reclusão.

Na última terça-feira (10), o Tribunal do Júri de Taguatinga converteu as prisões provisórias dos três técnicos de enfermagem, que já estavam sob custódia.

A Agência Brasil tentou contatar as defesas dos acusados, mas ainda não obteve retorno.

Motivações

A Polícia Civil destacou que o segredo de justiça envolve o processo, não revelando qual teria sido a motivação dos indiciados nas mortes da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75 anos, do servidor público João Clemente Pereira, 63 anos, e do também servidor público Marcos Moreira, 33 anos.

Além disso, a Polícia Civil está investigando outros óbitos suspeitos no Hospital Anchieta e em outras instituições onde Araújo e Amanda trabalharam, embora Marcela estivesse em seu primeiro emprego na área.

O caso veio à tona em janeiro, após aOperação Anúbis deflagrada pela Polícia Civil, que resultou na prisão dos três técnicos, já demitidos pelo Hospital devido às “circunstâncias atípicas” nas mortes na UTI.

Durante uma coletiva de imprensa em 19 de janeiro, o delegado Wisllei Salomão revelou que as investigações apontaram que os técnicos de enfermagem injetaram medicamentos inadequados nas vítimas, o que resultou em paradas cardíacas e morte.

“Um medicamento comum, usado nas UTIs, mas que, aplicado diretamente na veia, provoca parada cardíaca”, declarou o delegado.

Salomão destacou que as análises iniciais incluíram avaliações das gravações do sistema de câmeras da UTI, prontuários dos pacientes e depoimentos de outros funcionários do hospital.

“Um técnico [Araújo] aproveitou que o sistema estava logado em nome de médicos e, em duas ocasiões, receitou o medicamento impróprio”, explicou o delegado, ressaltando que Amanda e Marcela estavam cientes e coniventes.

“Uma delas ajudou a buscar a medicação na farmácia e estava presente no momento da administração”, acrescentou o delegado.

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