O Supremo Tribunal Federal (STF) dará continuidade ao julgamento do caso do fotojornalista Sérgio Silva, na próxima terça-feira (28). Ele perdeu a visão do olho esquerdo devido ao disparo de uma bala de borracha por um policial durante uma manifestação em São Paulo, em 2013.
O incidente ocorreu enquanto Sérgio Silva cobria a manifestação contra o aumento da tarifa do transporte público. A bala disparada pela Polícia Militar causou lesões severas em seu olho, resultando na atrofia do órgão.
Durante a sessão, está em discussão se o Estado de São Paulo deve indenizar o profissional pela situação, que inclui o reconhecimento do direito à pensão mensal vitalícia e a quantia de R$ 100 mil a título de danos morais.
Até o momento, houve dois votos favoráveis à indenização, dos ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin, e um voto contrário, do ministro Alexandre de Moraes. A ministra Cármen Lúcia deve proferir seu voto na próxima sessão.
"Treze anos não são 13 dias, nem 13 horas, nem muito menos 13 minutos. São 13 anos sofrendo o segundo ato de violência, que é enfrentar um processo judiciário", destacou Sérgio Silva.
Nos julgamentos anteriores, a Justiça paulista já havia negado o pedido de indenização feito por Silva. Ele expressou sua indignação com a insistência de que não há provas de que a polícia foi responsável pelo disparo que lhe causou a lesão.