Desde o início de sua vida política, Donald Trump utilizou estratégias contra seus adversários para levantar pautas e defender suas candidaturas.
Há 15 anos, o republicano ganhava projeção na política americana ao questionar se o então presidente Barack Obama tinha, de fato, nascido nos EUA. O movimento, que ficou conhecido como Caso Birther, fez com que o democrata divulgasse publicamente sua certidão de nascimento.
O boato alimentado por Trump era de que Obama havia nascido no Quênia e não seria cidadão americano, portanto, inapto a ocupar a cadeira da presidência do país. O atual presidente foi uma das figuras que mais abordou o assunto durante o início dos anos 2010, levantando o questionamento em aparições públicas e no programa em que participou como comentarista, na emissora Fox News.
Diante das afirmações, Barack Obama, que nasceu no estado americano do Havaí, divulgou sua certidão de nascimento completa em 2011.
"Nós fizemos com que cada autoridade no Havaí, democrata ou republicana, e que cada veículo de notícias que investigou isto confirmasse que sim, eu nasci no Havaí, no dia 4 de agosto de 1961, no Hospital Kapiolani (em Honolulu, capital do Estado)", afirmou Obama.
Mesmo após a divulgação do documento, Trump ainda insistiu que Obama tinha nascido no Quênia, afirmando no X (então Twitter), que uma "fonte extremamente credível" lhe garantiu que a certidão apresentada pelo democrata era falsa. As teorias ficaram conhecidas como Caso Birther e foram compartilhadas por diversos usuários de redes sociais e por movimentos políticos.
O atual presidente americano só reconheceu que Obama era um cidadão dos EUA em 2016, quando falou à imprensa sobre o assunto. O republicano afirmou, ainda, que os boatos teriam sido iniciados em 2008, pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton.
"Tendo tido sucesso em obter a certidão de nascimento do presidente Obama quando outros não o conseguiram, o senhor Trump acredita que o presidente Obama nasceu nos Estados Unidos", afirmou um porta-voz do republicano na época.
As declarações de Trump fizeram com que ele ganhasse a atenção de muitos eleitores republicanos e do próprio partido, que lançou o empresário como um dos candidatos para concorrer nas suas primárias em 2015.