Saúde
18h13 02 Abril 2026
Atualizada em 02/04/2026 às 18h13

Casos de influenza A continuam a crescer no Brasil, diz Fiocruz

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

A quantidade de casos de influenza A continua a aumentar no Brasil. Segundo o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que representa risco ou alto risco com sinais de crescimento.

O boletim ressalta que a influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus são as principais causas desses casos de SRAG e podem levar à morte nos casos mais graves.

Conforme dados do InfoGripe divulgados nesta quarta-feira (1º), nas quatro últimas semanas epidemiológicas, 27,4% dos casos foram positivos para influenza A; 1,5% para influenza B; 17,7% para vírus sincicial respiratório; 45,3% para rinovírus; e 7,3% para Sars-CoV-2 (Covid-19).

Nos registros de óbitos no mesmo período, a presença desses vírus incluiu 36,9% de influenza A, 2,5% de influenza B, 5,9% para VSR, 30% para rinovírus e 25,6% para Sars-CoV-2 (Covid-19). A Fiocruz destacou que o estudo é referente à Semana Epidemiológica 12, do período de 22 a 28 de março.

Importância da vacinação

Os pesquisadores enfatizam que a imunização contra a influenza é ainda mais necessária nesse cenário, facilitada pela Campanha Nacional de Vacinação, que teve início no último sábado (28) nas regiões onde o aumento de casos tem sido observado. A campanha, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde com o apoio de estados e municípios, segue até 30 de maio, e a população pode buscar a vacinação gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

"É essencial que grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação, estejam com a vacina contra a influenza em dia", afirmou a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella. Ela ainda destacou a importância da vacinação para gestantes a partir da 28ª semana, para assegurar a proteção dos bebês desde o nascimento.

Além disso, a pesquisadora recomendou que pessoas em estados com evolução de SRAG utilizem máscaras em ambientes fechados e com aglomerações, principalmente aqueles que pertencem a grupos de risco. Ela ressaltou ainda a importância de manter boas práticas de higiene, como a lavagem frequente das mãos. "Se sintomas de gripe ou resfriado aparecerem, o ideal é manter o isolamento. Se isso não for possível, recomenda-se sair de casa usando uma máscara de qualidade, como PFF2 ou N95", concluiu.

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