Saúde
09h10 03 Junho 2026
Atualizada em 03/06/2026 às 09h10

Um em cada quatro brasileiros não sabe que o câncer pode ser prevenido

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

Um relatório divulgado nesta quarta-feira (3) revela que 25% da população brasileira não sabe que o câncer é uma doença que pode ser prevenida. Os dados fazem parte da pesquisa "Mais Dados Mais Saúde - Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer".

Este estudo, realizado por organizações como Instituto Nacional de Câncer (Inca), Umane e Vital Strategies, entrevistou 6,5 mil pessoas em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal para entender como a população percebe fatores de risco como tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, alimentos ultraprocessados e sedentarismo.

Fatores de risco

De acordo com a pesquisa, menos da metade dos entrevistados (48,3%) acredita que a falta de atividade física aumenta o risco de câncer. A pesquisa também mostra que 90,5% dos brasileiros reconhecem o fumo como causador do câncer, seguido por herança genética (89,4%) e exposição solar excessiva (88,3%).

Outros fatores, como o consumo de bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados, são reconhecidos por 71,3% e 65,6% da população, respectivamente. A pesquisa corrobora a importância de campanhas informativas e políticas públicas para aumentar a conscientização sobre esses riscos.

Além disso, a pesquisa indica que o aleitamento materno é um fator de proteção contra o câncer de mama, uma informação desconhecida por 40% dos entrevistados.

Obesidade e Sedentarismo

A obesidade é reconhecida como fator de risco para câncer por apenas 54,1% da população. Outros hábitos inadequados, como o consumo de bebidas adoçadas e baixa ingestão de frutas e verduras, também foram citados como fatores de risco por uma porcentagem baixa da população.

De acordo com a gestora do Inca, Luciana Moreira, o estudo ressalta a necessidade de mais educação e políticas públicas para enfrentar hábitos prejudiciais à saúde. "Não é suficiente informar; é preciso dar opções para a população", diz.

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