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09h40 03 Abril 2026
Atualizada em 03/04/2026 às 09h40

Reconhecimento facial amplia público nos estádios e reforça segurança

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

A prática de colecionar ingressos dos jogos do time do coração está mudando com a implementação da biometria facial nos estádios. Desde o ano passado, ingressos para arenas com mais de 20 mil lugares são acessados apenas por meio do reconhecimento facial, que elimina a necessidade de apresentação de um tíquete na entrada. Este procedimento permite que os torcedores acessem as catracas apenas com a leitura de seu rosto, previamente cadastrado na compra do ingresso.

Fernando Melchert, diretor de Tecnologia da Bepass, uma das empresas que disponibilizam esse sistema, afirma que o principal objetivo da biometria é a personalização do ingresso, prevenindo fraudes e a troca de bilhetes entre pessoas. Com isso, a segurança no acesso aos estádios também é aumentada.

Demais mudanças nos estádios

Desde a obrigatoriedade desse sistema, a velocidade de acesso aos estádios cresceu significativamente, com entradas se tornando quase três vezes mais rápidas. No Allianz Parque, em São Paulo, o primeiro estádio a adotar essa tecnologia em todos os acessos, o número de sócios-torcedores aumentou em pelo menos 30%.

Marcos Antônio de Oliveira Saturnino, um torcedor que frequenta os jogos acompanhado de suas filhas, relata que a experiência se tornou mais prática, pois a biometria é realizada uma única vez e agiliza o acesso ao estádio. Dados mostram que o público nas arenas aumentou, especialmente entre famílias, com um crescimento de 32% entre mulheres e 26% entre crianças desde a adoção da biometria.

Além disso, clubes como o Santos têm adotado essa tecnologia mesmo sem atender a capacidade mínima exigida pela lei, prevendo uma economia significativa em custos administrativos com a confecção de carteirinhas. A segurança é uma das principais vantagens apontadas, pois o sistema de biometria se integra ao Banco Nacional de Mandados de Prisão, permitindo que pessoas com pendências judiciais sejam identificadas antes de entrar no estádio.

Embora a tecnologia tenha se mostrado eficaz, há preocupações com a privacidade dos torcedores. Relatórios como o “Esporte, Dados e Direitos”, elaborado pelo CESeC, levantam questões sobre o uso de dados coletados e os riscos de erros na identificação. Estudos apontam diferenças nas taxas de acurácia do reconhecimento facial conforme características raciais e de gênero, destacando a necessidade de cuidados adicionais nessa implementação tecnológica.

Apesar dos pontos negativos, Melchert acredita que a implementação do reconhecimento facial deve se expandir para eventos diversos, devido aos benefícios em segurança e eficiência.

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