O governo do presidente Donald Trump "não descarta" o uso de força militar em relação à Groenlândia e que "todas as opções estão sobre a mesa", endossou a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva com jornalistas realizada nesta quarta-feira, 7. Segundo ela, "a primeira opção é sempre a diplomacia, mas todas as opções estão sobre a mesa, inclusive militares".
Leavitt declarou que a aquisição da Groenlândia está sendo discutida por Trump e sua equipe e que o governo tem discutido como seria uma possível compra do território dinamarquês. De acordo com a porta-voz, a Groenlândia sob posse dos EUA "poderia parar agressões russas e chinesas no Ártico", sem entrar em detalhes, e "daria aos EUA mais controle sobre a região".
Questionada sobre o contexto geopolítico, Leavitt afirmou que Trump "tem boas relações com a Rússia e a China" e que relações pessoais com os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping, com quem o republicano possui "boas e honestas" conexões, continuarão.
Além do tema internacional, Leavitt afirmou que o governo Trump está atualizando padrões e diretrizes federais de nutrição para garantir que os americanos tenham "informações mais precisas, baseadas em dados, apoiadas pela ciência e por fatos concretos, não por interesses especiais ou ideologia partidária". A Casa Branca anunciou as "Diretrizes Alimentares para os Americanos 2025-2030", que, segundo ela, colocam "comida de verdade no centro da saúde" e estimulam a redução do consumo de álcool. O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., também participou da coletiva.