A China afirmou que, por mais que eleições sejam "assuntos internos" de um país, a realizada no Japão neste domingo (8) refletiu "questões estruturais profundas", além de tendências e desdobramentos emergentes, que, na avaliação de Pequim, merecem uma análise séria por pessoas com conhecimento do Japão e da comunidade internacional, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (9).
"Exortamos os governantes japoneses a levarem a sério, em vez de ignorarem, as preocupações da comunidade internacional, a seguirem o caminho do desenvolvimento pacífico em vez de retornarem ao militarismo e a respeitarem os quatro documentos políticos entre a China e o Japão, em vez de descumprirem os compromissos assumidos", defendeu. "Se as forças de extrema-direita do Japão errarem nos cálculos e agirem de forma imprudente, encontrarão resistência por parte do povo japonês e uma forte reação da comunidade internacional", acrescentou.
O representante chinês pontuou que a política da China em relação ao Japão tem sido "estável e consistente" e afirmou que isso não mudará por causa da eleição. Na ocasião, foi solicitado que o Japão retrate-se sobre o que classificou como "declarações errôneas" da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan e pediu para que sejam tomadas "medidas concretas" para "demonstrar a sinceridade necessária para defender a base política das relações China-Japão".
"Nossa mensagem é muito clara: o povo chinês permanece inabalável em sua determinação de salvaguardar os interesses fundamentais da nação, defender os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra, e combater e frustrar qualquer forma de provocação e comportamento imprudente de forças contra a China", reforçou.