Entrou em vigor nesta sexta-feira (1º) o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que traz um impacto significativo nas exportações brasileiras. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% dos produtos vendidos pelo Brasil ao bloco europeu terão tarifa de importação zerada nesta fase inicial.
Com a eliminação das tarifas, as empresas brasileiras poderão vender a maior parte de seus produtos para a Europa sem impostos de entrada, reduzindo custos e aumentando a competitividade em relação a concorrentes internacionais.
Atualmente, muitos produtos exportados pelo Brasil enfrentam tarifas ao entrar no mercado europeu, o que encarece o preço final e dificulta a concorrência. No entanto, com o novo acordo, essas barreiras começarão a ser eliminadas.
Essas mudanças tendem a beneficiar especialmente a indústria brasileira, que ganhará acesso mais competitivo a um dos mercados mais exigentes do mundo.
Entre os setores que devem sentir o impacto positivo do acordo estão:
No setor de máquinas e equipamentos, quase 96% das exportações brasileiras para a Europa passarão a entrar sem tarifa. Isso inclui produtos como compressores, bombas industriais e peças mecânicas. Na área de alimentos, centenas de itens também terão tarifa zero, ampliando o espaço para produtos brasileiros no mercado europeu.
Este acordo é considerado estratégico, pois amplia significativamente o alcance comercial do Brasil. Atualmente, os países com os quais o Brasil tem acordos comerciais representam cerca de 9% das importações globais. Com a entrada da União Europeia, esse número pode subir para mais de 37%.
Além disso, o tratado traz mais previsibilidade para as empresas, estabelecendo regras claras sobre comércio, compras governamentais e padrões técnicos.
Embora o impacto seja imediato, nem todos os produtos terão tarifas zeradas de uma só vez. Para os itens considerados mais sensíveis, a redução ocorrerá gradualmente:
A entrada em vigor do acordo marca apenas o início da implementação. O governo brasileiro deverá regulamentar detalhes como a distribuição de cotas de exportação entre os países do Mercosul. Além disso, entidades empresariais dos dois blocos devem criar um comitê para acompanhar a aplicação do acordo e auxiliar as empresas a aproveitarem as novas oportunidades.