Justiça
08h50 29 Abril 2026
Atualizada em 29/04/2026 às 08h50

MPRJ ouve parentes de mortos na Operação Contenção para elucidar fatos

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

Parentes de pessoas mortas durante a Operação Contenção, realizada em outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, foram ouvidos nesta terça-feira (28) pelos promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do estado (Gaesp/MPRJ). A operação resultou na morte de 122 pessoas, incluindo cinco policiais civis e militares.

Desde o início das investigações, o MPRJ tem realizado a busca ativa de familiares das vítimas para esclarecer as circunstâncias dos fatos ocorridos durante a ação, além de permitir um acompanhamento institucional para aqueles que buscam informações sobre o andamento das apurações.

No encontro, realizado no quartel do Corpo de Bombeiros da Penha, o objetivo foi ouvir os relatos dos parentes sobre a dinâmica da ação policial. Essa escuta, conforme indicado por um representante do MPRJ, é estratégica para a investigação autônoma que está em curso, pois ajuda a entender melhor quem eram as vítimas e a elucidar os fatos.

A assistente do Gaesp, Laura Minc, ressaltou a importância de facilitar o acesso para que os familiares que, por motivos de incompatibilidade de agendas ou outras dificuldades, não puderam comparecer às notificações anteriores, possam ser ouvidos. O ouvidor do MPRJ, David Faria, também destacou o papel da Ouvidoria como porta de entrada para os cidadãos em busca de apoio e informação da instituição.

A investigação independente, iniciada após a operação, levou à adoção de várias medidas pelo MPRJ, incluindo a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal autônomo e o monitoramento em tempo real do caso. Até agora, o Gaesp apresentou denúncias contra 27 policiais militares relacionadas a ilegalidades durante a operação, abrangendo ações como apropriação de armamento e tentativas de obstrução de câmeras corporais.

As consequências da Operação Contenção continuam a repercutir, com esforços visíveis para esclarecer os acontecimentos e proteger os direitos humanos, conforme estabelecido na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635.

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