Economia
18h20 29 Abril 2026
Atualizada em 29/04/2026 às 18h20

Fila do INSS cai 16% em dois meses após análise de 500 mil processos

Por Redação TV KZ Fonte: Agência Brasil

A fila de espera por benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) apresentou uma diminuição de 16% entre fevereiro e abril de 2026. Este número caiu de 3,1 milhões para 2,6 milhões de pedidos, resultando em uma redução de 500 mil processos em apenas dois meses.

O anúncio foi realizado pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, durante a 324ª reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), realizada em Brasília.

Para manter o declínio nas solicitações, a presidente do INSS, Ana Cristina Silveira, apresentou o programa Acelera INSS. Esta iniciativa tem como objetivo acelerar o atendimento aos segurados, especialmente na análise de benefícios que estão parados há mais de 45 dias.

A meta do programa é reduzir o estoque de benefícios atrasados para menos de 400 mil em um período de 90 dias. O governo anunciou que essa ação contará com oito eixos de trabalho que incluem:

  • Mutirões com ações nacionais focadas em perícia médica e análise de benefícios complexos.
  • Reforço na equipe de pessoal, incluindo a nomeação imediata de 300 assistentes sociais.
  • Anúncio de um novo concurso para a contratação de 2 mil servidores.
  • Melhorias tecnológicas nos sistemas que gerenciam as análises.

Na mesma reunião, o ministro Wolney Queiroz informou que 4,5 milhões de aposentados e pensionistas já foram ressarcidos pelos descontos não autorizados em seus benefícios no último ano.

Os segurados poderão solicitar a devolução dos valores descontados indevidamente até 20 de junho, utilizando o site Meu INSS ou a Central de Atendimento 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, horário de Brasília.

Após a contestação, a entidade que realizou o desconto terá um prazo de 15 dias úteis para se posicionar. Se não houver resposta ou se o documento apresentado for irregular, o sistema permitirá o pagamento ao segurado.

Esse esquema de descontos indevidos foi revelado pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em acordos entre o INSS e entidades associativas.

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