O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (29) que respeita a decisão do Senado que rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Suprema Corte.
Em nota à imprensa, Fachin ressaltou que o Supremo reafirma o respeito constitucional à prerrogativa do Senado de aprovar ou não uma indicação para o tribunal.
“Reitera, igualmente, o respeito à história pessoal e institucional de todos os agentes públicos envolvidos no processo, reconhecendo que a vida republicana se fortalece quando divergências são tratadas com elevação, urbanidade e responsabilidade pública”, disse.
O presidente do STF também defendeu uma “responsabilidade institucional” para que a Corte possa preencher a vaga deixada pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso. Atualmente, a Corte conta com dez integrantes e já enfrenta empates em votações.
“A Corte aguarda, com a serenidade e o senso de responsabilidade institucional, as providências constitucionais cabíveis para o oportuno preenchimento da vaga em aberto”, completou.
No início da noite, o plenário do Senado rejeitou a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que Messias assuma a vaga deixada por Barroso.