O auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro foi resgatado na manhã desta terça-feira, 20, após passar mais de 24 horas como refém em um cativeiro em Osasco, na região metropolitana de São Paulo.
Quem acionou a Polícia Civil de São Paulo foi o companheiro da vítima. Os dois conversaram por ligação e Magro usou uma palavra-chave previamente combinada para indicar que havia sido sequestrado.
O homem trabalha como juiz no Tribunal de Impostos e Taxas (TIT), órgão administrativo responsável por julgar conflitos tributários entre contribuintes e o fisco estadual, vinculado à Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz).
No biênio de 2026-2027, ele ocupará o cargo de vice-presidente da 1ª Câmara Julgadora, de acordo com o site da Sefaz. As atividades do TIT só serão retomadas no fim de fevereiro.
Dados disponíveis no Portal da Transparência mostram que, em dezembro do ano passado, o salário líquido do juiz foi de R$ 40,9 mil.
O sequestro
De acordo com a Polícia Civil, Magro foi sequestrado na noite de domingo, 18, na Avenida Rebouças, no Jardim América, bairro nobre da zona oeste da capital paulista.
Após a ligação em que a vítima falou a palavra-chave, o companheiro dela entrou em contato com a corporação, que iniciou as diligências.
A ação de resgate foi realizada pela 2ª Delegacia da Divisão Antissequestro (DAS), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), ambos do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).