O empresário Joesley Batista, controlador do Grupo J&F, teria atuado como interlocutor informal dos Estados Unidos para tentar negociar uma saída pacífica de Nicolás Maduro da Venezuela, segundo informação do The Washington Post.
Em reportagem deste sábado, o jornal americano diz que o bilionário brasileiro chegou à capital venezuelana no final de novembro com a missão de persuadir Maduro a deixar o poder, e aceitar exílio na Turquia. A tentativa ocorreu meses antes da intervenção militar dos Estados Unidos que resultou na captura e consequente prisão de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. O encontro foi revelado em dezembro pela Bloomberg.
A publicação relata as articulações estrangeiras que articularam uma rota de fuga para Maduro. O cardeal Pietro Parolin, segundo na hierarquia papal, teria oferecido ao então presidente da Venezuela e à primeira dama asilo na Rússia com garantias dadas pelo presidente Vladimir Putin.
Na véspera de Natal, Parolin convocou o embaixador dos Estados Unidos no Vaticano, Brian Burch, para pressionar por detalhes sobre os planos dos EUA na Venezuela, de acordo com documentos governamentais obtidos pelo The Washington Post
Por dias, o influente cardeal italiano e um mediador diplomático de longa data vinha buscando acesso ao Secretário de Estado Marco Rubio, mostram os documentos, para evitar derramamento de sangue e desestabilização na Venezuela, conforme a publicação. Em sua conversa com Burch, um aliado de Trump, Parolin disse que a Rússia estava pronta para conceder asilo a Maduro.