Combate à dengue é o primeiro foco de trabalho da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, conforme anunciou o Ministério da Saúde nesta terça-feira (24). Essa coalizão foi estabelecida durante a presidência brasileira do G20 em 2024 e busca facilitar o acesso equitativo a medicamentos, vacinas, terapias e tecnologias de saúde para países em desenvolvimento.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, justificou a escolha da dengue como prioridade devido à sua endemicidade em mais de 100 países, afetando mais da metade da população mundial, com uma estimativa de 100 milhões a 400 milhões de infecções anualmente. Ele ressaltou que a incidência da doença está diretamente ligada às mudanças climáticas, que favorecem sua transmissão.
“A nossa meta é promover um mundo com mais vacinas e medicamentos acessíveis, reduzindo assim a incidência de doenças”, destacou Padilha.
Parceiras Internacional
Um exemplo de cooperação é a vacina Butantan DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan, que antes dependia da empresa chinesa WuXi para aumentar seu fornecimento. Agora, está previsto o envio de cerca de 30 milhões de doses para o segundo semestre de 2026.
Transferência Tecnológica
O Ministério da Saúde também anunciou a produção nacional do imunossupressor Tacrolimo, que é vital para transplantados. Com um custo elevado de R$ 1.500 a R$ 2.000 mensalmente, a produção local garantirá o acesso ao medicamento para os cerca de 120 mil brasileiros que o utilizam atualmente.
O novo centro de competência para produção de vacina de RNA mensageiro (mRNA) será instalado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com um investimento adicional de R$ 65 milhões. Isso representa um avanço significativo, pois o Brasil passará a contar com três instituições públicas dedicadas ao desenvolvimento de vacinas utilizando essa nova tecnologia.