Futebol Internacional
10h20 05 Janeiro 2026
Atualizada em 05/01/2026 às 10h20

'Os árbitros são uma máfia', diz lendário ex-técnico de Real Madrid e Milan

Um dos técnicos mais consagrados no cenário internacional do futebol, o italiano Fabio Capello fez severas críticas ao nível da arbitragem na atualidade e se mostrou bastante incomodado com o tema, principalmente quando citou as polêmicas envolvendo o uso do VAR.

Em entrevista ao jornal espanhol Marca, ele questionou a ausência de ex-jogadores para atuar nas análises de lances duvidosos e disse que dificilmente o padrão utilizado na Inglaterra pode ganhar espaço em centros como Espanha e Itália por culpa dos próprios profissionais do apito.

"Os árbitros são uma máfia. Eles não querem usar ex-jogadores no VAR, jogadores que conhecem os meandros do futebol, os movimentos que um atleta faz para parar, para se defender...e muitas vezes tomam decisões incorretas porque não jogaram e não conhecem esses movimentos", afirmou o comandante que teve passagens por clubes como o Milan, Real Madrid e Juventus, entre outros.

Na entrevista à publicação espanhola, Capello usou um lance clássico e corriqueiro nas partidas para justificar a sua narrativa sobre a necessidade de ter ex-atletas atuando nas cabines que controlam as câmeras do árbitro de vídeo.

"Um jogador é tocado no rosto, cai no chão e eles apitam. Mas por que apitar? Se eu tenho um 1,90 m e o outro 1,75, quando eu me movimento, o meu braço vai estar na altura do rosto dele (adversário). Então por que apitar? Essa história toda me deixa louco, completamente louco", afirmou o ex-treinador.

Autêntico e dono de um estilo sem rodeios em seu discurso, Fabio Capello fez uma sugestão para que o VAR fosse melhor utilizado, principalmente nos lances polêmicos: colocar um ex-atleta também na função de analista de vídeos.

"Coloque alguém lá que possa dizer ao árbitro: 'bem, eu não acho que seja pênalti, ou talvez eu ache'. Com a Uefa, analisamos 20 situações em que pênaltis foram marcados, revisados por ex-jogadores e treinadores. Nessa análise, seis delas eram pênalti e 14 não", declarou.

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