O presidente da Ucrânia, Volodmir Zelenski, afirmou que o país trabalha com a meta concreta de ingressar na União Europeia (UE) em 2027, ao classificar a adesão ao bloco como uma das principais garantias de segurança para Kiev e para o continente contra a Rússia.
Em publicação no X (antigo Twitter) após conversa com o chanceler da Áustria, Christian Stocker, Zelenski disse que a integração europeia fortaleceria não apenas a proteção da Ucrânia, mas também a segurança coletiva da Europa, ao incorporar as contribuições ucranianas nas áreas de defesa, tecnologia e economia. Segundo ele, a definição de uma data reflete a expectativa de apoio político dos parceiros europeus em meio à guerra contra a Rússia.
A Ucrânia solicitou formalmente entrada na UE em 2022, logo após a invasão em larga escala pela Rússia. O processo de adesão foi iniciado com as etapas iniciais, no entanto, ainda enfrenta obstáculos principalmente por parte da Hungria, cujo primeiro-ministro, Viktor Orbán, argumenta que o avanço não deveria ocorrer enquanto o conflito estiver em curso.
Apesar disso, a comissária europeia para Ampliação, Marta Kos, afirmou recentemente que a adesão da Ucrânia é "inevitável" e descreveu o processo como um pilar político de garantias de segurança. Segundo ela, a UE tem buscado avançar tecnicamente, mesmo sem unanimidade formal, entregando a Kiev uma lista extensa de reformas necessárias para o ingresso. Essas exigências estão organizadas em seis grandes grupos e incluem mudanças profundas no Estado de Direito, no funcionamento das instituições democráticas, no mercado interno e nas relações externas.
Além disso, autoridades europeias avaliam que, quanto mais rápido o governo ucraniano implementar essas reformas, mais célere poderá ser o processo. A expectativa em Bruxelas é que os trabalhos avancem ao longo dos próximos anos.
*Com informações da Associated Press.