O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira, 5, que quer entender "o verdadeiro significado da ameaça ilegítima" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antes de respondê-la.
Horas antes, Trump disse que Petro é um "homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la aos EUA" e afirmou que "ele não vai fazer isso por muito tempo". Questionado se a declaração poderia significar uma operação dos EUA na Colômbia, Trump respondeu: "Parece bom para mim".
"Hoje vou verificar se as palavras em inglês de Trump correspondem ao que a imprensa nacional noticia. Portanto, responderei mais tarde, quando entender o verdadeiro significado da ameaça ilegítima de Trump", escreveu Petro em uma longa publicação nas redes sociais. "Não sou ilegítimo, nem traficante de drogas", acrescentou.
O presidente colombiano também disse ter pedido que seu povo o defenda "contra qualquer ato ilegítimo de violência". "Saibam que estão diante de um comandante do povo. Liberdade para a Colômbia para sempre", afirmou.
Em outros trechos da publicação, Petro mencionou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o presidente colombiano, Rubio teria sugerido que ele não quer colaborar com os EUA, enquanto autoridades de segurança colombianas cooperariam. Petro disse que essa declaração ignora a Constituição da Colômbia, que estabelece que o presidente da República é o comandante supremo das forças militares e policiais.
Petro também afirmou ter ordenado a remoção de coronéis da área de inteligência das forças policiais por "fornecerem informações falsas contra o Estado". "Não quero que Rubio acredite nessas mentiras", disse.
O presidente colombiano escreveu ainda que realizou operações contra o tráfico de drogas e grupos armados subordinados ao narcotráfico em território colombiano.
"Se você bombardear apenas um desses grupos sem informações suficientes, matará muitas crianças. Se bombardearem os camponeses, milhares de guerrilheiros se levantarão nas montanhas. E se prenderem o presidente, a quem grande parte do meu povo ama e respeita, libertarão a onça-pintada do povo", afirmou.